15 de jun. de 2010

Rumos

É chegada a hora do Adeus!
De fazer as malas e escolher novo destino.
Olhar para trás e perceber que valeu a pena,
ainda que os sonhos tenham se desfeito em brumas.

O que vale é que enquanto neles eu acreditei,
os fiz verdadeiros.

E,
mesmo que,
de repente,
nada mais reste que frangalhos, ossos e sangue,
estou inteira
porque mataram-me sonhos,
não a possibilidade de sonhar.

A guerra não me derrubou.
Mas arrancou o solo onde eu depositara minha bandeira.


A memória de meus sonhos não morrerá em mim.
Será adubo para novas colheitas.

Se o abismo desenhou-se à minha frente,

é hora de levantar a ponte!
Que minhas palavras sejam as engenheiras.

Não tenho medo de olhar pra trás.
Estou inteira.
Adeus!

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