14 de jul. de 2026

Revendo uma velha amiga

Um dia sentada na mesa da cozinha, tomando um café da tarde, feito por mim, lembrei que um dia eu escrevia textos. Para minha supresa eles ainda exitem na rede. Fiquei aqui, por longos momentos lembrando dessa velha amiga, eu mesma, que quase deixou de existir. A bem da verdade parece-me que ela era um protótipo da eu de hoje. Tudo que li faz eco com o que tornei-me. Não foi exatamente uma surpresa. Nunca foi uma grande escritora, nunca foi uma grande amiga nunca foi uma grande nada. Sempre mediana, sempre quieta, sempre caminhando no caminho seguro. Sempre acreditando que o mundo lhe pouparia da dor. Que se ela fosse prudente, seguisse o caminho comum seus passos a levariam ao sucesso. Mas a bem da verdade, eu conheço essa garota e nunca foi o caminho seguro que ela quis seguir. La no fundo, do mais profundo do seu coração. Ela queria voar, conhecer lugares, culturas, pessoas. Não importa. Hoje não importa. Hoje o mundo dela é outro. E tudo que passou ficou como uma lembrança de uma conversa com uma velha amiga que eu costuma conhecer.

4 de out. de 2015

Simples

Depois de sei lá quantos séculos, és me aqui novamente.
Tão imatura quanto antes, mas agora menos inocente. Não gosto.
Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a menina que ainda sobrevive em mim, jamais desapareça.
Não tenho ironia em minha fala nem sedução em meu olhar. Sou simples como uma margarida.
E estou feliz por sê-la.

NÃO DIGAS NADA!


Não digas nada! 
Não, nem a verdade! 
Há tanta suavidade 
Em nada se dizer 
E tudo se entender — 
Tudo metade 
De sentir e de ver... 
Não digas nada! 
Deixa esquecer. 

Talvez que amanhã 
Em outra paisagem 
Digas que foi vã 
Toda esta viagem 
Até onde quis 
Ser quem me agrada... 
Mas ali fui feliz... 
Não digas nada.
              

               Fernando pessoa

24 de abr. de 2014

"Nascer, crescer e morrer, a gente sabe disso, mas conosco isso não vai acontecer."

Você percebe que o tempo esta passando quando ao seu redor, seus amigos falam com você sobre coisas como filhos, contas, casamentos, separação, negócios, casa, financiamento, dor nas costas.
A rotina não nos permite perceber essas mudanças, parece que tudo esta como sempre esteve apenas um pouco diferente. Quando a gente dá fé, ja se passaram 10 anos desde aquele " dia mais importante da minha vida". É ate cruel quando paramos pra pensar.

E quem foi que disse que fica mais fácil a vida conforme vamos crescendo?
Talvez quando eu chegar aos 70 eu finalmente possa dizer isso, por que hoje a impressão que eu tenho é a de que me enganaram, nada ficou mais fácil!
Quem disse que a vontade de "mudar o mundo" passa depois dos 20? falta um mes pro meu aniversário de 27 anos e a cada dia esse desejo de mudar tudo ao meu redor só aumenta. Também pudera.

Única coisa que eu tenho certeza, depois de uma pequena avaliação é de que quanto mais certezas você tem, quanto mais você "sabe das coisas" mais velho você fica, além de um pé no saco!

15 de fev. de 2014

Pensamentos soltos

As vezes tomamos caminhos que nem se quer imaginamos e deixamos de lado todos os nossos sonhos.
A vida passa rápido de mais e poucas vezes ela  nos dá segundas oportunidades, é por isso que não vale a pena deixar de dizer o que sente, deixar de fazer o que se quer com medo de reações ou rejeições.

Mesmo quando tudo dá certo, a sensação de frustração pelo o que não foi feito não passa.

Se pudesse dar um conselho a mim mesma aos 15 anos, eu diria pra me jogar na vida e não ter medo de nada! como não posso, como a vida não volta, darei esse conselho a mim mesma hoje e, quem sabe, daqui a 10 anos eu veja como essa foi a melhor decisão da minha vida.

A definição mais bonita que ja vi da palavra nostalgia:  "saudades de quem eu era, do que eu fazia e do que eu sonhava", é isso mesmo.

Coisas pequenas que eu fui deixando serem apagadas por outras pessoas que de fato, nem me conheciam. Não se importavam.

Mas, nunca é tarde...

16 de jul. de 2013

Sonhos


Cada vez que ele dormia
sonhava um sonho
um sonho ruim
sonhava

Cada vez que ele deitava
aflorava
toda noite
ou ate de dia
o som
do sonho.

Mas um dia,
de noite,
em sonho,
ele descobriu que sonhar
era solitário
e forçou o sonha a encontrar uma companhia
dias de pesadelo...
noites a dentro...
Sonhava só.

Um dia,
acordado no sonho
cruzou a noite uma moça linda de morrer
de se vê na noite
Então, ele não mais doirmiu neste sonho
manteve-se atento
puma leve
quando a presa dormiu
pôs-se a deitar em terra,
ao seu lado,
na esperança de que não viver mais um sonho sozinho
e a surpresa foi grande
quando na noite, já dormindo, ainda em seu sonho
ele entreou no sonho dela
e a beijou como beijo de sonho
com gosto de goiabada, de creme...
E o som da verdade dormida e sentida
arrepiou-se em saber
quando acordado, que não era mentira
sonhara com a moço ao seu lado
no momento em que ela virara realidade.


23 de fev. de 2013

O Tom, o Dom

No inicio, tinha como objetivo escrever nesse blog opiniões e coisas do meu dia a dia, com o tempo foi virando mais do que isso. Talvez nem eu mesma soubesse das coisas que se passavam em mim, e , somente com a oportunidade de exteriorizá-las através da escrita é que eu me vi tão esquisita de fato.

O caso é que tenho tido pouca vontade de escrever algo por aqui, pouquíssima eu diria. Tenho pensado que talvez seja por que ando lendo pouco, durante o ano de 2012 se eu tiver lido cinco livros por completo eu li muito, e não tem como alguém ter inspiração pra escrever, nem mesmo que seja um bloguizinho, se não alimentar a  mente com belas palavras.

Tenho lido bons textos online, o que tem sido pior, parece que alguém sempre já escreveu sobre tudo que eu queria e de forma muito mais concisa, objetiva e por que não dizer, poética do que eu. Será que todos os escritores sentem isso?


É fundamental pra mim hoje, que eu encontre o meu jeito de escrever. A minha forma de expressão. Claro, não quero (e nem conseguiria) escrever sempre do mesmo jeito, haverá dias em que de repente uma poesia pule dos meus dedos na tela ou na folha, porém do mesmo modo como ao sair da adolescência  aquela belíssima fase da vida onde o que mais sabemos, é que não sabemos nada, mais temos certeza absoluta de tudo, e que por isso cometemos besteiras pra todo lado, e são devido a elas que chegamos na fase adulta ao menos com um norte em nossas vidas. Assim eu também quero com a minha escrita.

Gosto de escrever e frequentemente recebo elogios por isso. Mas não enxergo em mim uma autenticidade.
Quando lemos Graciliano Ramos por exemplo ou Jorge Amado, logo nas primeiras linhas reconhecemos o "tom" do autor. Não há como confundir.

É isso que quero descobrir, qual o meu "tom". Descobrir-me e assim me passar para o texto. Não quero ser eco da voz nem da forma de ninguém. Quero me inspirar e não plagiar, mesmo que de forma inconsciente os grandes autores que leio.

Então me pergunto: será que Graciliano ou Jorge sabiam de seus respectivos tons literários ou eles simplesmente escreviam sem a preocupação de mais nada?



24 de dez. de 2012

ALEGRIA, ALEGRIA

Posso lhe dar um conselho? Agradeça sempre pelo o que você tem. Tendemos a olhar pra nossa vida como um carrasco com foice em mãos, somos muito injustos com ela, meus amores.

Se você parar pra pensar, acalmar sua mente por alguns minutos e lembrar de como foi o ano, de como tem sido a sua vida, vai encontrar mais momentos bons que ruins, a exceção de algumas pessoas a grande maioria de nos tem uma vida agradável, só que caímos naquela velha e indigesta sensação de inconformismo besta.

Todos os obstáculos, cada um deles, é um degrau, não tem por que você ficar presso a um passado, se você ja superou, ja era. Virão mais e mais obstáculos e provavelmente mais dificeis que os anteriores. Então, por que não comemorar as suas vitórias ao invés de chorar suas derrotas, se mesmo com elas você aprendeu algo?

Não ha nada mais desagradável que alguém que não se orgulha de si, e se posso lhe dar mais um conselho é esse: orgulhe-se de si, caramba. Valorize suas qualidades, sua capacidade. Não seja um fracassado, choramingando pela vida, tendo tantas bençãos todos os dias.

Você tem saúde? agradeça, comemore. Você tem um parceiro de verdade? levante aos mãos pro céu! você  pode respirar sozinho? você é privilegiado.

Sabem, eu tenho alguém que eu amo muito e que não aprendeu ainda a agradecer por essas bençãos, isso me doi. É extremamente desagradável conviver com alguém assim. Só por que eu amo muito mesmo, e quero ajudar no que eu puder pra que essa pessoa mude, se não...

Enfim...

Depois de tanto tempo sem vir aqui, me senti na obrigação de dar esses conselhos pra vocês. Ninguém é robozinho programado pra nunca derramar uma lágrima, claro,. Mas, não torne essa tristeza parte permanente da sua personalidade, por favor. Seus familiares, amigos, e pessoas que lhe gostam agradecem.

FELIZ FESTAS !


5 de set. de 2012

Nosso real valor



É muito mais fácil encontrar valor em outras pessoas, em outras coisas, em outros lugares do que naquilo que nos cerca. Em nos mesmo. Talvez por que de certo modo fomos ensinados a ter uma falsa humildade, onde ter auto estima ou se valorizar muitas vezes é confundido com arrogância.

Outro problema também é que somos muito instigados a valorizar coisas, digamos, supérfulas como roupa, sapato, carros, motos tudo que esteja ligado a aparência. E o que acontece quando não atingimos essas espectativas?

O texto a seguir foi retirado do blog Clube da Auto Estima;


"Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. 

Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão...
Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas.

E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” - todas as mãos voltaram a se erguer.

O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor.

Esta situação também acontece conosco. 

Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.

3 de set. de 2012

Way

Quantas vezes eu coloquei meu coração dentro de uma caixa e guardei em cima do armário do quarto.
foram muito mais vezes do que eu posso lembrar.

Quantas vezes eu esperei que as coisas fossem diferentes do que são, e que a vida trouxesse as emoções certas.

Mas todas as vezes que eu pensei que algo fosse mudar, tive que me deparar com as piores decepções e me conformar com as lições possíveis de aprender.

São as mais dolorosas que ensinam melhor, mas eu acho que mereço lições mais doces de vez em quando. Aprender pelo amor não faz mal a ninguém.

Força pra continuar tentando nunca me faltou, o que vacila as vezes são as motivações pra seguir em frente.

É quando seu corpo sente um cansaço existencial de continuar remando contra uma maré que teima em seguir pelo caminho contrário ao seu.

Abro meus olhos todos os dias e me sinto uma folha caída no outono, voando rumo ao nada.

Foram tantos sorrisos na esperança de esquecer as dores, que muitas vezes senti dificuldades em me reconhecer com elas. Clandestinas em seu próprio habitat.

A cada dia novo que nasce, nasce com ele a esperança de que o amor encontre um caminho pra chegar ate mim.

Estarei sorrindo, esperando calmamente.

31 de ago. de 2012

A CANÇÃO DOS HOMENS (Tolba Phanem)


"Esse é um mito africano, contado pela poetisa Tolba Phanem, que nos ensina valores muito importantes para a vivência de uma cultura de paz."

Quando uma mulher de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres, e juntas rezam e meditam até que aparece ” A canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe canta a sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento de seu casamento, a pessoa escuta sua canção.
Finalmente, quando a sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, como em seu nascimento, cantam sua canção para acompanhá-la na “viagem”.
Nesta tribo da África, tem outra ocasião na qual os homens cantam a canção.
Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, levam-no até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam “sua canção.”
A tribo reconhece que a correção para as condutas antisociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção, já não temos desejo nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a “tua canção”. E a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes, ou as escuras imagens que mostras aos demais. Eles recordam tua beleza quanto te sentes feio, tua totalidade quando estás quebrado, tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.