14 de jul. de 2026

Revendo uma velha amiga

Um dia sentada na mesa da cozinha, tomando um café da tarde, feito por mim, lembrei que um dia eu escrevia textos. Para minha supresa eles ainda exitem na rede. Fiquei aqui, por longos momentos lembrando dessa velha amiga, eu mesma, que quase deixou de existir. A bem da verdade parece-me que ela era um protótipo da eu de hoje. Tudo que li faz eco com o que tornei-me. Não foi exatamente uma surpresa. Nunca foi uma grande escritora, nunca foi uma grande amiga nunca foi uma grande nada. Sempre mediana, sempre quieta, sempre caminhando no caminho seguro. Sempre acreditando que o mundo lhe pouparia da dor. Que se ela fosse prudente, seguisse o caminho comum seus passos a levariam ao sucesso. Mas a bem da verdade, eu conheço essa garota e nunca foi o caminho seguro que ela quis seguir. La no fundo, do mais profundo do seu coração. Ela queria voar, conhecer lugares, culturas, pessoas. Não importa. Hoje não importa. Hoje o mundo dela é outro. E tudo que passou ficou como uma lembrança de uma conversa com uma velha amiga que eu costuma conhecer.