30 de nov. de 2010


Só mesmo o Jorge...





"Qual de nós 
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas
segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?"



Dizer uma coisa querendo dizer outra, olhar e fingir não ver e tudo isso por causa de assuntos tão inexpressíveis.  
Deixar passar a oportunidade de ser feliz, aquela felicidade que pode não ser duradoura, mais com certeza será inesquecível e trará momentos memoráveis.
Uma coisa fica clara quando penso em tudo isso, o ser humano é MUITO tolo!


PS: eu tô aqui, e vc sabe...

24 de nov. de 2010



É isso! nada mais nem menos que isso.



Dizer que gosto do teu gosto é pouco... Dizer que gostaria de me demorar mais sobre teu peito poderia soar como uma receita pronta e barata de uma falsa conquistadora... Então eu calei e esperei que esse meu silêncio fosse capaz de dizer bem mais da minha verdade, das coisas que não preciso elaborar para dizer, porque estão prontas e se manifestam no entrelaçamento de nós dois.


Não, eu não te peço que me decifres. Quero que me sintas. E que as sensações captadas por tua alma deixem teu dia mais feliz,  te roubem um sorriso à toa em qualquer momento da tua rotina. Também não tenho a pretensão de ser perpétua na vida de ninguém, porque até mesmo o amor perpétuo tem um quê de prisão. Quero amar a liberdade de te querer e não ser dona de verdades absolutas em relação a nós dois.

Nós precisamos de razão para nos amar? 

Não quero falar de medos, nem gosto de pensar neles... Tenho tentado esquecer das coisas ruins. Estou mais paciente ultimamente, de tal maneira que dificilmente qualquer ganho ou perda será capaz de causar grandes mudanças no meu coração.

Já amamos demais... Já sofremos demais... sei que nossas cicatrizes não podem nem devem servir de desculpas para a entrega de uma tentativa de felicidade. Repito, uma tentativa. 

É, talvez eu tenha muito a dizer ou talvez precise escutar muito mais... Tens o gosto do incrível e da surpresa em tua essência. Isso me deixa desarmada e ao mesmo tempo livre para passear por esse desconhecido caminho de alegrias.
Me diz, preciso esperar mais de nós? Eu espero. Mas tenho deixado que essa esperança ganhe a vitalidade da renovação das manhãs ou se espalhe pelo mundo dizendo que em algum momento dois olhares foram capazes de se embriagar de um desejo sublime e feliz.


Agora, o que me importa verdadeiramente é a saudade que nesse exato instante eu sinto dos nossos beijos e como me sinto bestificadamente feliz simplesmente porque sei que tu vives.


PS: As borboletas estão voando...  ^ ^

16 de nov. de 2010

Infância minha

Quando calaram-se as últimas fadas, ela se sentiu só, a criança. As amigas falavam de moda e exibiam os sapatinhos cor de rosa, com saltos. Punham maquiagem nos olhos e ensaiavam o mais novo rebolado. Ela não sabia de nada. Gostava de andar descalça e de rebolar com bambolê.

Por muito tempo, conviveu bem com o isolamento que lhe impunham as coleguinhas de sala. Tinha as fadas, sua companhia. Mas o tempo se encarregou de apagar estes rastros e fazer a solidão pesar, como cruz.

As meninas apontavam-lhe com o dedo e riam. Diziam-lhe louca, aluada, boba, abestalhada e outros adjetivos mais impróprios. Ela não dizia nada. Mas, agora, já não se sentia tão bem.

Chorava por ter que ir à escola, que lhe parecia uma tortura sem fim. Afundava-se nos livros para não ter que olhar as crianças a sua volta. Queria ficar em casa, com a mãe e a irmãzinha. Brincar de boneca, pega-pega, esconde-esconde. Ouvir histórias bonitas e dormir com cantigas de ninar. Mas as amigas da escola lhe roubavam a infância, a cada dia.

Quando cansou de ser sozinha, passou a imitá-las. Decorou os passos da dança e aprendeu a rebolar sem bambolê. Exigiu da mãe sapato alto, com fivela rosa. Aprendeu também a xingar, falar desaforos e olhar de banda para os que não se enquadravam.

Foi aí que as fadas, que estavam caladas, mas vivas, começaram a morrer.
Hoje, ela tem 23 anos e a alma seca, como imenso deserto.


14 de nov. de 2010

Russ Mills





Esse é o nome da artista criadora destas belíssimas obras. Me identifiquei demais com ela.
Engraçado como as coisas que mais nos surpreendem, nos tocam ou emocionam, são aquelas que aparecem como vindas do nada, trazidas ate nos como se fosse por mágica. O universo conspirou para que isso acontecesse.

Apreciem com calma e mente aberta o trabalho dela. Quem sabe seus dedinhos, assim como os meus, descambem a querer "desenhar" igual, então vocês lembraram do Pequeno Príncipe:
" uma cobra que comeu um elefante"