15 de fev. de 2014

Pensamentos soltos

As vezes tomamos caminhos que nem se quer imaginamos e deixamos de lado todos os nossos sonhos.
A vida passa rápido de mais e poucas vezes ela  nos dá segundas oportunidades, é por isso que não vale a pena deixar de dizer o que sente, deixar de fazer o que se quer com medo de reações ou rejeições.

Mesmo quando tudo dá certo, a sensação de frustração pelo o que não foi feito não passa.

Se pudesse dar um conselho a mim mesma aos 15 anos, eu diria pra me jogar na vida e não ter medo de nada! como não posso, como a vida não volta, darei esse conselho a mim mesma hoje e, quem sabe, daqui a 10 anos eu veja como essa foi a melhor decisão da minha vida.

A definição mais bonita que ja vi da palavra nostalgia:  "saudades de quem eu era, do que eu fazia e do que eu sonhava", é isso mesmo.

Coisas pequenas que eu fui deixando serem apagadas por outras pessoas que de fato, nem me conheciam. Não se importavam.

Mas, nunca é tarde...

16 de jul. de 2013

Sonhos


Cada vez que ele dormia
sonhava um sonho
um sonho ruim
sonhava

Cada vez que ele deitava
aflorava
toda noite
ou ate de dia
o som
do sonho.

Mas um dia,
de noite,
em sonho,
ele descobriu que sonhar
era solitário
e forçou o sonha a encontrar uma companhia
dias de pesadelo...
noites a dentro...
Sonhava só.

Um dia,
acordado no sonho
cruzou a noite uma moça linda de morrer
de se vê na noite
Então, ele não mais doirmiu neste sonho
manteve-se atento
puma leve
quando a presa dormiu
pôs-se a deitar em terra,
ao seu lado,
na esperança de que não viver mais um sonho sozinho
e a surpresa foi grande
quando na noite, já dormindo, ainda em seu sonho
ele entreou no sonho dela
e a beijou como beijo de sonho
com gosto de goiabada, de creme...
E o som da verdade dormida e sentida
arrepiou-se em saber
quando acordado, que não era mentira
sonhara com a moço ao seu lado
no momento em que ela virara realidade.


23 de fev. de 2013

O Tom, o Dom

No inicio, tinha como objetivo escrever nesse blog opiniões e coisas do meu dia a dia, com o tempo foi virando mais do que isso. Talvez nem eu mesma soubesse das coisas que se passavam em mim, e , somente com a oportunidade de exteriorizá-las através da escrita é que eu me vi tão esquisita de fato.

O caso é que tenho tido pouca vontade de escrever algo por aqui, pouquíssima eu diria. Tenho pensado que talvez seja por que ando lendo pouco, durante o ano de 2012 se eu tiver lido cinco livros por completo eu li muito, e não tem como alguém ter inspiração pra escrever, nem mesmo que seja um bloguizinho, se não alimentar a  mente com belas palavras.

Tenho lido bons textos online, o que tem sido pior, parece que alguém sempre já escreveu sobre tudo que eu queria e de forma muito mais concisa, objetiva e por que não dizer, poética do que eu. Será que todos os escritores sentem isso?


É fundamental pra mim hoje, que eu encontre o meu jeito de escrever. A minha forma de expressão. Claro, não quero (e nem conseguiria) escrever sempre do mesmo jeito, haverá dias em que de repente uma poesia pule dos meus dedos na tela ou na folha, porém do mesmo modo como ao sair da adolescência  aquela belíssima fase da vida onde o que mais sabemos, é que não sabemos nada, mais temos certeza absoluta de tudo, e que por isso cometemos besteiras pra todo lado, e são devido a elas que chegamos na fase adulta ao menos com um norte em nossas vidas. Assim eu também quero com a minha escrita.

Gosto de escrever e frequentemente recebo elogios por isso. Mas não enxergo em mim uma autenticidade.
Quando lemos Graciliano Ramos por exemplo ou Jorge Amado, logo nas primeiras linhas reconhecemos o "tom" do autor. Não há como confundir.

É isso que quero descobrir, qual o meu "tom". Descobrir-me e assim me passar para o texto. Não quero ser eco da voz nem da forma de ninguém. Quero me inspirar e não plagiar, mesmo que de forma inconsciente os grandes autores que leio.

Então me pergunto: será que Graciliano ou Jorge sabiam de seus respectivos tons literários ou eles simplesmente escreviam sem a preocupação de mais nada?



24 de dez. de 2012

ALEGRIA, ALEGRIA

Posso lhe dar um conselho? Agradeça sempre pelo o que você tem. Tendemos a olhar pra nossa vida como um carrasco com foice em mãos, somos muito injustos com ela, meus amores.

Se você parar pra pensar, acalmar sua mente por alguns minutos e lembrar de como foi o ano, de como tem sido a sua vida, vai encontrar mais momentos bons que ruins, a exceção de algumas pessoas a grande maioria de nos tem uma vida agradável, só que caímos naquela velha e indigesta sensação de inconformismo besta.

Todos os obstáculos, cada um deles, é um degrau, não tem por que você ficar presso a um passado, se você ja superou, ja era. Virão mais e mais obstáculos e provavelmente mais dificeis que os anteriores. Então, por que não comemorar as suas vitórias ao invés de chorar suas derrotas, se mesmo com elas você aprendeu algo?

Não ha nada mais desagradável que alguém que não se orgulha de si, e se posso lhe dar mais um conselho é esse: orgulhe-se de si, caramba. Valorize suas qualidades, sua capacidade. Não seja um fracassado, choramingando pela vida, tendo tantas bençãos todos os dias.

Você tem saúde? agradeça, comemore. Você tem um parceiro de verdade? levante aos mãos pro céu! você  pode respirar sozinho? você é privilegiado.

Sabem, eu tenho alguém que eu amo muito e que não aprendeu ainda a agradecer por essas bençãos, isso me doi. É extremamente desagradável conviver com alguém assim. Só por que eu amo muito mesmo, e quero ajudar no que eu puder pra que essa pessoa mude, se não...

Enfim...

Depois de tanto tempo sem vir aqui, me senti na obrigação de dar esses conselhos pra vocês. Ninguém é robozinho programado pra nunca derramar uma lágrima, claro,. Mas, não torne essa tristeza parte permanente da sua personalidade, por favor. Seus familiares, amigos, e pessoas que lhe gostam agradecem.

FELIZ FESTAS !


5 de set. de 2012

Nosso real valor



É muito mais fácil encontrar valor em outras pessoas, em outras coisas, em outros lugares do que naquilo que nos cerca. Em nos mesmo. Talvez por que de certo modo fomos ensinados a ter uma falsa humildade, onde ter auto estima ou se valorizar muitas vezes é confundido com arrogância.

Outro problema também é que somos muito instigados a valorizar coisas, digamos, supérfulas como roupa, sapato, carros, motos tudo que esteja ligado a aparência. E o que acontece quando não atingimos essas espectativas?

O texto a seguir foi retirado do blog Clube da Auto Estima;


"Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. 

Ele perguntou: “Quem de vocês quer esta nota de R$ 100,00?” Todos ergueram a mão...
Então ele disse: “Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro, deixem-me fazer isto...” Então, ele amassou totalmente a nota. E perguntou outra vez: “Quem ainda quer esta nota?” As mãos continuavam erguidas.

E continuou: “E se eu fizer isso...” Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la e esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou: “E agora?” “Quem ainda vai querer esta nota de R$ 100,00?” - todas as mãos voltaram a se erguer.

O palestrante voltou-se para a platéia e disse que lhes explicaria o seguinte: “Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuaram a querer esta nota, porque ela não perde o valor.

Esta situação também acontece conosco. 

Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos.

3 de set. de 2012

Way

Quantas vezes eu coloquei meu coração dentro de uma caixa e guardei em cima do armário do quarto.
foram muito mais vezes do que eu posso lembrar.

Quantas vezes eu esperei que as coisas fossem diferentes do que são, e que a vida trouxesse as emoções certas.

Mas todas as vezes que eu pensei que algo fosse mudar, tive que me deparar com as piores decepções e me conformar com as lições possíveis de aprender.

São as mais dolorosas que ensinam melhor, mas eu acho que mereço lições mais doces de vez em quando. Aprender pelo amor não faz mal a ninguém.

Força pra continuar tentando nunca me faltou, o que vacila as vezes são as motivações pra seguir em frente.

É quando seu corpo sente um cansaço existencial de continuar remando contra uma maré que teima em seguir pelo caminho contrário ao seu.

Abro meus olhos todos os dias e me sinto uma folha caída no outono, voando rumo ao nada.

Foram tantos sorrisos na esperança de esquecer as dores, que muitas vezes senti dificuldades em me reconhecer com elas. Clandestinas em seu próprio habitat.

A cada dia novo que nasce, nasce com ele a esperança de que o amor encontre um caminho pra chegar ate mim.

Estarei sorrindo, esperando calmamente.

31 de ago. de 2012

A CANÇÃO DOS HOMENS (Tolba Phanem)


"Esse é um mito africano, contado pela poetisa Tolba Phanem, que nos ensina valores muito importantes para a vivência de uma cultura de paz."

Quando uma mulher de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres, e juntas rezam e meditam até que aparece ” A canção da criança”.
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe canta a sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento de seu casamento, a pessoa escuta sua canção.
Finalmente, quando a sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, como em seu nascimento, cantam sua canção para acompanhá-la na “viagem”.
Nesta tribo da África, tem outra ocasião na qual os homens cantam a canção.
Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, levam-no até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam “sua canção.”
A tribo reconhece que a correção para as condutas antisociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção, já não temos desejo nem necessidade de prejudicar ninguém.
Teus amigos conhecem a “tua canção”. E a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes, ou as escuras imagens que mostras aos demais. Eles recordam tua beleza quanto te sentes feio, tua totalidade quando estás quebrado, tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.

30 de ago. de 2012

De Madalena a Bruna Surfistinha


Faz mais de dois mil anos que Madalena virou simbolo de pecado e redenção ao mesmo tempo, pela profissão que exercia. E muita coisa permanece do mesmo modo.
Claro, há quem diga que hoje a prostituição se vestiu de um certo glamour, que a mídia faz apologia a ela, e etc etc etc...Mas vamos falar sério? quem, de verdade, RESPEITA uma garota que se declara uma? A começar que não conheço nenhuma corajosa a esse ponto, já da uma idéia que trabalhar com sexo (no caso, fazendo) não é bem visto pela sociedade.

Vamos deixar claro aqui, que estou falando de mulheres (e homens, por que também existem prostitutos, mas ai é tema pra uma outra vez) adultas, maiores de idade e que seja por vontade própria ou necessidade de seja lá o que for, estão nesse ramo por que querem. Exploração sexual e prostituição infantil não tem conversa, é crime e pronto.

Nunca consegui entender por que uma mulher adulta e responsável por seus atos, não possa, se quiser e com outro adulto, transar por dinheiro, afinal o corpo e dela. E não esta infringindo nenhuma lei, além , claro, da própria lei que condena a prostituição.

Vamos imaginar o seguinte; um mulher de 25 anos,mais ou menos ,resolve que quer ganhar dinheiro fazendo sexo, então ela prepara um quarto em sua própria casa para receber os clientes. Não trabalha com anúncios, ela consegue clientes na noite, quando sai fala pros interessados que trabalha com sexo, diz o valor, e o leva pra casa. Faz o programa e pronto, recebe o pagamento e o cliente vai embora. Nenhum terceiro foi envolvido na negociação, nenhum menor, nenhuma droga ou armas, nada, penas sexo e dinheiro. Talvez eu seja muito "pra frente" como diz minha mãe, mas não vejo onde isso pode ser crime.

Entendo que seja uma profissão que nenhuma mãe deseja pra seus filhos, exatamente por que a maioria nem considera uma (embora o que mais exista por ai é família que se sustenta com dinheiro vindo dela). Qual pai deseja que seus filhos conviva em um ambiente que traz perigos reais e diários pra vida? Além de claro, estar fazendo sexo, a maioria dos pais preferem nem imaginar que seus filhinhos já fazem isso. Corrigindo, as filhinhas não podem, os filhinhos não só podem como devem, e mais, aonde os papais os levam pra isso?

Mas é assim mesmo, sexo não é só sexo, não pra meninas.

Mas não sejamos tão radicais assim, talvez o problema sejam as coisas que rodeiam a prostituição, como exploração, pedofilia, drogas, violência. Mas tudo isso não é criado pela prostituição em si, não mesmo. É  o preconceito, vindo especialmente, mas não somente, da religião, transforma essa profissão em algo do submundo. Já imaginaram como seria diferente se todos os estabelecimentos que oferecem esse serviço fossem regulamentados, tendo que seguir regras e leis, inclusive trabalhistas? Ainda haveria todos esses problemas que citei a cima? é possível, por que tem em todos os lugares, mas acredito que seriam menores.


E nesse exercício de imaginação, vamos olhar pro outro lado também, afinal de contas existe quem venda sexo, por que existe quem compra sexo, ou não? ou você é do tipo que acha que a culpa é da mulher que se oferece e os pobres homens, tão incapazes que são de se controlarem, cedem e por isso não podem ser responsabilizados? fala sério, né!

Sexo é sexo, todos os seres humanos gostam, querem, uns mais outros menos (e não estou falando de gênero, é individuo), mais uma vez repito, falando de adultos. Saindo da visão religiosa, que divinificou o ato sexual, e trouxe mais danos que benefícios as nossas vidas, vamos ver que é a coisa mais natural do mundo e uma das mais gostosas também. E fazer isso não desrespeita ninguém, como posso estar desrespeitando alguém, se os dois sabem o que estão fazendo? Desrespeitar é mentir, é dizer que ama pra levar pra cama, e depois sumir (juro que a rima não foi proposital)


Vamos parar de hipocrisia , de falar de um jeito e agir de outro por debaixo das cobertas. Vamos regulamentar a profissão mais antiga do mundo, vamos punir com rigor pedófilos e exploradores pra deixar livres as pessoas que desejarem entrar nesse ramo, seguirem seu trabalho em paz.










17 de ago. de 2012

Esboço

O quarto escuro, as pequenas velas no chão, a luz do mini rádio iluminando o caderno (agora é netbook), as musicas gostosas de ouvir e viajar. Eu nunca fiquei sozinha de fato quando me refugiava em mim, nunca. Todas as memorias mais intimas que tenho da minha infância e adolescência são desses momentos secretos comigo mesma. Havia (e ainda há), não sei ao certo, algo de errado... é a sensação que tenho. Quando entro no meu quarto, tranco a porta e não ligo a luz, é como se eu me transformasse em outra pessoa.

Horas passam em segundos e por mim não sairia nunca mais dos lugares que vejo, tão claros tão nítidos que  parecem fugidos da minha imaginação e plantado raizes na realidade. As pessoas, as conversas, as risadas, os choros, tudo é muito mais real que o que sinto aqui. Fico imaginado se não sou de fato um sonho, um sonho Anne, que trabalha e vive em uma casa com pai, mãe e agora marido. Mas que isso tudo é um sonho, a verdade é lá, com aquelas outras pessoas que conheço, lá onde me sinto viva, me sinto real, não aqui. então, tudo isso que toco agora, que vejo agora é que é a "invenção da mente".

Não lembro de nunca ter "vivido" sem esse outro lugar. Acordava sedo quase todos os dias pra aproveitar o tempinho que ficava sozinha em casa durante as manhã pra viajar pra lá, de volta. E quando meu pai chegava meio dia pra almoçar eu odiava ter que voltar pra cá, e então vinha a tarde de estudo e brincadeiras com os coleguinhas que me odiavam e riam de mim. Nunca tive muitos amigos, nunca.


Com o tempo fui sendo obrigada a visitar muito raramente esse meu outro mundo, ficando pressa nessa realidade alternativa de trabalho, estudo, roupas, contas, namorados, aparencias, stattus, cobranças. E quando nas poucas vezes em que eu consegui voltar pra lá, ja não era mais a mesma coisa e seus habitantes ja não me olhavam como de costume, alguma coisa dentro de mim se perdeu...alguma coisa que fazia a diferença.

E agora, eu choro por que eu quero muito , muito voltar e não sei como, nem se posso...nem se devo.

Esse mundo aqui não me pertence, não me sinto parte dele. Mais ninguém entende isso, ninguém acredita em mim. Eu amo vocês que fazem parte dessa minha vida aqui, mas vocês tem que entender que aqui não sou eu, é so um esboço , um bom esboço , mais so isso...
E que eu preciso voltar a ser o que era.



10 de ago. de 2012

Por que não falar de Maconha?

Da total falta de criatividade pra escrever, nasceu o convite a quatro amigos queridos pra escreverem um texto, sobre o assunto que quisesse, com seus pontos de vistas e sem nenhuma censura. Assim o Coelho Branco recebe com grande alegria a primeira convidada, Hortência, que nos convida a pensarmos um pouco mais sobre a maconha, sem preconceitos, e quebrando tabus. Mesmo que você tenha uma opinião contrária, vale muito a pena conhecer os argumentos dela. Vamos lá?


Em pleno século XXI alguns assuntos permanecem tão - ou ainda mais - tabu que nos séculos passado. Não somente essa dificuldade, vergonha ou medo que as pessoas têm de falar sobre cannabis (famosa maconha) o que muito me impressiona é a passividade diante de outras drogas que atingi de maneira mais maléfica seus próprios usuários e a sociedade, e permanece de modo inquestionável. Já está mais do que na hora de considerar que há algo errado nessa história.

Existe uma imagem generalizada que constrói um mau pensamento a respeito da maconha, que a coloca como grande vilã tanto da saúde pública quanto do tráfico, etc. Mas até que ponto isso é de fato verdade?  Dizem por aí que ela deixa a pessoa agitada, com força descomunal, que mata neurônios, que leva a usar outras drogas mais pesadas, etc. O que não é nada verdade, cientificamente estudado e comprovado. Penso se esses argumentos difundidos pela grande maioria da população sobre a maconha é de fato delas ou não, e acredito que não.  Porque uma minoria que lucra com a proibição da cannabis, essas mesmas pessoas que contribuem para a permanência do tráfico, difundem essas ideias contrárias a verdade da maconha, para gerar pânico, causando um terrorismo psicológicos na sociedade, assim continuar a criminalizar a planta e receber os ganhos que se tem com o contrabando, trafico e etc, e por a culpa na maconha.

Afinal de contas, de onde vem tais afirmações negativas? Há muitos países atualmente que dedicam um estudo criterioso a respeito da planta Cannabis, e tais estudos e pesquisas já apontam que esta planta possui mais benefícios que malefícios, então em que se sustenta esse pensamento massificado contra a 
pobre planta? Em quê?







Mas o povo não tem culpa, como disse no inicio do post, pouco se fala sobre maconha livremente. As informações que são permitidas a chegar ao cidadão comum, longe desse âmbito, são essas negativas mesmo, para que eles possam controlar as mentes e as opiniões, não me surpreende então porque é tão difícil abrir mentes, “fazer a cabeça” legalmente.  As reportagens midiáticas do nosso país estão mais preocupadas com suas ligações benéficas com partidos, com benefícios que recebem em troca da alienação do povo. Mas e quando vão falar das descobertas - nada recente, diga se de passagem – sobre o uso da maconha, medicinalmente ou recreativamente? Quando vão falar que a maconha vem sendo usada em tratamento para paciente com HIV, esclerose múltipla, câncer, dores, insônias e outras coisas mais? Pra mim isso é prova clara que eles estão manipulando as informações.


Meu propósito aqui é trazer para o discurso a maconha. Para desmistificar esse terrorismo sobre a cannabis, já que muito já foi estudado e visto que esses fundamentos contra a planta é falso.  Existe muito jogo de classes nessa história.
Bem, gente esse é só o começo, ainda tenho o que dizer a respeito mas fica pra próxima, beijo no ombro. Pensem:

“Os oprimidos, contudo, acomodados e adaptados, ‘imersos’ na própria engrenagem da estrutura dominadora, temem a liberdade, enquanto não se sentem capazes de correr o risco de assumi-la. E a temem, também, na medida em que lutar por ela significa uma ameaça, não só aos que a usam para oprimir, como seus ‘proprietários’ exclusivos, mas aos companheiros oprimidos, que se assustam com maiores repressões” Paulo Freire.

Hortência Cavalcante.