30 de ago. de 2012

De Madalena a Bruna Surfistinha


Faz mais de dois mil anos que Madalena virou simbolo de pecado e redenção ao mesmo tempo, pela profissão que exercia. E muita coisa permanece do mesmo modo.
Claro, há quem diga que hoje a prostituição se vestiu de um certo glamour, que a mídia faz apologia a ela, e etc etc etc...Mas vamos falar sério? quem, de verdade, RESPEITA uma garota que se declara uma? A começar que não conheço nenhuma corajosa a esse ponto, já da uma idéia que trabalhar com sexo (no caso, fazendo) não é bem visto pela sociedade.

Vamos deixar claro aqui, que estou falando de mulheres (e homens, por que também existem prostitutos, mas ai é tema pra uma outra vez) adultas, maiores de idade e que seja por vontade própria ou necessidade de seja lá o que for, estão nesse ramo por que querem. Exploração sexual e prostituição infantil não tem conversa, é crime e pronto.

Nunca consegui entender por que uma mulher adulta e responsável por seus atos, não possa, se quiser e com outro adulto, transar por dinheiro, afinal o corpo e dela. E não esta infringindo nenhuma lei, além , claro, da própria lei que condena a prostituição.

Vamos imaginar o seguinte; um mulher de 25 anos,mais ou menos ,resolve que quer ganhar dinheiro fazendo sexo, então ela prepara um quarto em sua própria casa para receber os clientes. Não trabalha com anúncios, ela consegue clientes na noite, quando sai fala pros interessados que trabalha com sexo, diz o valor, e o leva pra casa. Faz o programa e pronto, recebe o pagamento e o cliente vai embora. Nenhum terceiro foi envolvido na negociação, nenhum menor, nenhuma droga ou armas, nada, penas sexo e dinheiro. Talvez eu seja muito "pra frente" como diz minha mãe, mas não vejo onde isso pode ser crime.

Entendo que seja uma profissão que nenhuma mãe deseja pra seus filhos, exatamente por que a maioria nem considera uma (embora o que mais exista por ai é família que se sustenta com dinheiro vindo dela). Qual pai deseja que seus filhos conviva em um ambiente que traz perigos reais e diários pra vida? Além de claro, estar fazendo sexo, a maioria dos pais preferem nem imaginar que seus filhinhos já fazem isso. Corrigindo, as filhinhas não podem, os filhinhos não só podem como devem, e mais, aonde os papais os levam pra isso?

Mas é assim mesmo, sexo não é só sexo, não pra meninas.

Mas não sejamos tão radicais assim, talvez o problema sejam as coisas que rodeiam a prostituição, como exploração, pedofilia, drogas, violência. Mas tudo isso não é criado pela prostituição em si, não mesmo. É  o preconceito, vindo especialmente, mas não somente, da religião, transforma essa profissão em algo do submundo. Já imaginaram como seria diferente se todos os estabelecimentos que oferecem esse serviço fossem regulamentados, tendo que seguir regras e leis, inclusive trabalhistas? Ainda haveria todos esses problemas que citei a cima? é possível, por que tem em todos os lugares, mas acredito que seriam menores.


E nesse exercício de imaginação, vamos olhar pro outro lado também, afinal de contas existe quem venda sexo, por que existe quem compra sexo, ou não? ou você é do tipo que acha que a culpa é da mulher que se oferece e os pobres homens, tão incapazes que são de se controlarem, cedem e por isso não podem ser responsabilizados? fala sério, né!

Sexo é sexo, todos os seres humanos gostam, querem, uns mais outros menos (e não estou falando de gênero, é individuo), mais uma vez repito, falando de adultos. Saindo da visão religiosa, que divinificou o ato sexual, e trouxe mais danos que benefícios as nossas vidas, vamos ver que é a coisa mais natural do mundo e uma das mais gostosas também. E fazer isso não desrespeita ninguém, como posso estar desrespeitando alguém, se os dois sabem o que estão fazendo? Desrespeitar é mentir, é dizer que ama pra levar pra cama, e depois sumir (juro que a rima não foi proposital)


Vamos parar de hipocrisia , de falar de um jeito e agir de outro por debaixo das cobertas. Vamos regulamentar a profissão mais antiga do mundo, vamos punir com rigor pedófilos e exploradores pra deixar livres as pessoas que desejarem entrar nesse ramo, seguirem seu trabalho em paz.










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