10 de ago. de 2012

Por que não falar de Maconha?

Da total falta de criatividade pra escrever, nasceu o convite a quatro amigos queridos pra escreverem um texto, sobre o assunto que quisesse, com seus pontos de vistas e sem nenhuma censura. Assim o Coelho Branco recebe com grande alegria a primeira convidada, Hortência, que nos convida a pensarmos um pouco mais sobre a maconha, sem preconceitos, e quebrando tabus. Mesmo que você tenha uma opinião contrária, vale muito a pena conhecer os argumentos dela. Vamos lá?


Em pleno século XXI alguns assuntos permanecem tão - ou ainda mais - tabu que nos séculos passado. Não somente essa dificuldade, vergonha ou medo que as pessoas têm de falar sobre cannabis (famosa maconha) o que muito me impressiona é a passividade diante de outras drogas que atingi de maneira mais maléfica seus próprios usuários e a sociedade, e permanece de modo inquestionável. Já está mais do que na hora de considerar que há algo errado nessa história.

Existe uma imagem generalizada que constrói um mau pensamento a respeito da maconha, que a coloca como grande vilã tanto da saúde pública quanto do tráfico, etc. Mas até que ponto isso é de fato verdade?  Dizem por aí que ela deixa a pessoa agitada, com força descomunal, que mata neurônios, que leva a usar outras drogas mais pesadas, etc. O que não é nada verdade, cientificamente estudado e comprovado. Penso se esses argumentos difundidos pela grande maioria da população sobre a maconha é de fato delas ou não, e acredito que não.  Porque uma minoria que lucra com a proibição da cannabis, essas mesmas pessoas que contribuem para a permanência do tráfico, difundem essas ideias contrárias a verdade da maconha, para gerar pânico, causando um terrorismo psicológicos na sociedade, assim continuar a criminalizar a planta e receber os ganhos que se tem com o contrabando, trafico e etc, e por a culpa na maconha.

Afinal de contas, de onde vem tais afirmações negativas? Há muitos países atualmente que dedicam um estudo criterioso a respeito da planta Cannabis, e tais estudos e pesquisas já apontam que esta planta possui mais benefícios que malefícios, então em que se sustenta esse pensamento massificado contra a 
pobre planta? Em quê?







Mas o povo não tem culpa, como disse no inicio do post, pouco se fala sobre maconha livremente. As informações que são permitidas a chegar ao cidadão comum, longe desse âmbito, são essas negativas mesmo, para que eles possam controlar as mentes e as opiniões, não me surpreende então porque é tão difícil abrir mentes, “fazer a cabeça” legalmente.  As reportagens midiáticas do nosso país estão mais preocupadas com suas ligações benéficas com partidos, com benefícios que recebem em troca da alienação do povo. Mas e quando vão falar das descobertas - nada recente, diga se de passagem – sobre o uso da maconha, medicinalmente ou recreativamente? Quando vão falar que a maconha vem sendo usada em tratamento para paciente com HIV, esclerose múltipla, câncer, dores, insônias e outras coisas mais? Pra mim isso é prova clara que eles estão manipulando as informações.


Meu propósito aqui é trazer para o discurso a maconha. Para desmistificar esse terrorismo sobre a cannabis, já que muito já foi estudado e visto que esses fundamentos contra a planta é falso.  Existe muito jogo de classes nessa história.
Bem, gente esse é só o começo, ainda tenho o que dizer a respeito mas fica pra próxima, beijo no ombro. Pensem:

“Os oprimidos, contudo, acomodados e adaptados, ‘imersos’ na própria engrenagem da estrutura dominadora, temem a liberdade, enquanto não se sentem capazes de correr o risco de assumi-la. E a temem, também, na medida em que lutar por ela significa uma ameaça, não só aos que a usam para oprimir, como seus ‘proprietários’ exclusivos, mas aos companheiros oprimidos, que se assustam com maiores repressões” Paulo Freire.

Hortência Cavalcante.

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