9 de jan. de 2011

Katsu, fantasminha camarada



Eu não nasci de sete meses mais pensem numa pessoa ansiosa, sou eu. Foi uma semana inteira de imaginar como seria pegar a estrada a noite ir pilotando ate a cidade vizinha , mais cadê que deu certo? frustração total.

Quando sai da cidade comecei a perceber o freio traseiro estranho e a katsu morrendo na 5° marcha, ha não...ela não tava normal, jeito foi voltar e ir direto pra casa, mais imaginem só o que aconteceu; passei a placa de boas-vindas, rodei alguns metros e charãããããã! O FREIO TRASEIRO VOLTOU, sério meu povo, não tô mentindo não, parei na casa do junior, ele senhor proprietário de uma Kansas laranja, poderia me ajudar, dar uma ideia do que poderia ter acontecido, tinha saido o moço. Dei a volta e "simbora pra casa". Gente, não é que ela voltou a velocidade normal? rodando "filezinho", sem estancar ou "tosir".

Eu duvidava sabe, mesmo, dos amigos motoqueiros quando dizem que as motos tem "personalidade" e quase desejo próprio, foi isso ou os deuses me livraram quem sabe, de um acidente. por que caralho! (desculpem o palavrão, mais tinha que expressar essa tensão), foi sinistro pra caramba!

Ela vai dar uma voltinha na autorizada amanhã, reajustar algumas coisinhas, a velocidade ainda não está como deveria e o farol é muito fraco, tava dificil a visualização da estrada ontem.

Importante dizer que meus amigos TODOS, que possuem uma kansas me aconselharam a não pegar a estrada antes dos 1000 km. É, nasci de sete meses e não me contaram.


PS: a noite de sábado ainda teve outras surpresas

3 de jan. de 2011

O Fim de Ano




Vamos falar de Reveillon, de festa e alegria, mas peço desculpas logo de cara se ficar muito chata, melosa e sentimental. Impossível que não transporte para o texto o que estou sentindo.

Foi perfeito, no sentido mais amplo possível, aquela sensação boa que eu procurava voltou, a liberdade. De pensamentos, de ações, de desejos, de dúvidas, liberdade de palavras, de silêncio, de beijos e abraços, de saudades também, sentir que sou livre para sentir tudo isso.

Papai e mamãe ficaram em casa, lembraram de como era antes da casa cheia, de como era antes de serem pais. E acreditem, pela primeira vez mainha me recebeu com lágrimas, chorou igual a uma criança quando me viu entrar pela porta. Acho que ela não quer mais lembrar de antes, ela é bem mais, ela é mãe.

A música não era das melhores, tinha trio-elétrico tocando Forró e Axé, mais não pensem vocês que isso fez alguma diferença, nada mesmo, foi fichinha, o som das nossas gargalhadas abafaram ( no sentido figurado) a trilha "infernal", jantamos a meia noite um delicioso bife ao molho madeira.

Noticia de que havia uma tenda,pouco mais adiante subindo a orla, onde estava rolando musica eletrônica, oxe meus amigos, a unica coisa que estava fazendo falta, já não mais. E ganha um doce quem adivinhar a musica que começou  a tocar logo chegamos...desistem?
 Firework!

Será que foi o destino? rsrsrs
Que foi maravilhosa a noite da virada isso foi, mais não superou o dia de sábado. Foi o céu pincelado de azul que marcou essa viajem, o mar gostoso, as águas calmas, a praia DESERTA!







Poderia ter sido melhor? talvez, faltou a presença de alguns queridos, mais aprendi que pra estar junto não é preciso estar perto.



PS: sinto e acredito, que esse será um ano magnífico.


29 de dez. de 2010

Reescrevendo



"Vento, ventania
Me leve prá onde
Nasce a chuva
Prá lá de onde
O vento faz a curva..." 



Como seria bom se eu pudesse voar, de todos os poderes dos super-heróis esse é o que sempre desejei. Ouvindo sem parar essa musica do Biquini e pensando no que me diz mainha desde que eu era criança...

Desde pequena "a mãe da Anne" disse que 
ela tinha os olhos e o coração tão grandes mas tão grandes que o mundo inteiro lhes cabia  numa só piscadela  numa só batida, mas que de tão bom que era isso tudo, tinha também a batida ruim de ver tudo de sentir tudo intensamente, vislumbradamente até o que não se sabe ver, do que não se devia sentir  e que difícil mesmo ia ser controlar o visto, o sentido.

Eis aqui ela, sem controlar muito bem o que se vê o que se sente. Com um coração apertado, montado para presente em tempo de festa sem fazer a festa das verdadeiras comemorações. Os olhos  embrulhados em poesia cega e tolhendo uma liberdade que acenou em aparecer ainda ontem!

ainda bem que logo mais tem noite, pra chegar o dia de amanhã sem lava  sem aperto,  porque a "a mãe da Anne" esqueceu de pontuar  que além dos olhos e do coração tem ela grande vontade de ser...
...de ser novas ideias no amanhã
novas músicas...
O mais próximo possível de liberdade.


PS: 
Ouvindo sem parar essa musica do Biquíni e pensando no que me diz mainha ...

27 de dez. de 2010



Fé é acreditar sem ver...sem saber os motivos.


Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? Por que uma noite de Natal, uma ceia, uma familia inteira desmorona, assim...pronto?!

Por que uma criatura subtendida humana, se embriaga e atropela alguém que estava ali, parado, sorrindo, esperando os sinos da alegria da reunião familiar?

Eu sei  dos fios invisíveis que ligam todos, do famoso "escreve certo por linhas tortas" mais vou confessar viu, na hora é muito difícil de entender de aceitar, na hora o que o coração quer é questionar é precionar ate conseguir uma resposta aceitável.

Por que? por que? por que?

Peço aos Deuses para nunca, nunca mais enquanto eu respirar, ver novamente naqueles olhos que eu amo tanto  a preocupação, a duvida, a dor, que eu ví. Se por acaso, um dia for preciso, que meu espírito esteja evoluído o bastante para suportar.

Agradeço muito aos deuses também , por que hoje a esperança voltou, e 2011 vai começar com alguém reaprendendo o valor da vida, e com uma família mais unida do que quando começou 2010.


PS: Agradeçam meu amigos, ate mesmo quando o único problema que vc tem é uma dor de garganta e uma gripe na véspera do natal, por que acreditem, pode tudo mudar em apenas 2 minutos...

PS²: eu chorei, sozinha.

21 de dez. de 2010


HISTÓRIA DO NATAL DIGITAL






Achei o máximo gente!

Feliz natal pra todos nós !!!!!

10 de dez. de 2010


Projeto do ano. 



Sabe quando começa um novo ano e você sempre faz aquela listinha de coisas a realizar? então, eu também faço.
Nem sempre realizo, algumas coisas ficam ate esquecidas deixando de ser importantes, outras ganham uma nova chance no ano seguinte.

2010 decididamente era o ano certo pra realizar meu projeto, que na verdade é bem mais que isso, é um sonho, e sonhos são um "tantim" mais difíceis de trazer para a realidade. Durante todos esses meses eu me esforcei e tentei de todas as  formas, quase consegui em maio, não era o tempo, ficou para outubro, também não estava na vontade dos deuses.

Porém , assim como nos contos de fadas (dramáaatica), e como dizia Renato Russo, " quem acredita sempre alcança" , hoje 10 de dezembro de 2010, és que esta aqui na minha garagem, o meu sonho realizado.




    

kansas 150
Modelo 10/11
cor preta


Eu sou boba, tola, sentimental barata, vejo sentimentos por baixo de sentimentos e na verdade é somente por isso que postei. Por que a algumas pessoas insistem em nos dizer que sonhar não vale apena ou que seus sonhos não valem a pena. Nos põe medo e nos fazem esquecer que somos livres, inclusive para sonhar.

Essa não é apenas uma moto é um símbolo de liberdade, a minha.

é minha!

30 de nov. de 2010


Só mesmo o Jorge...





"Qual de nós 
foi buscar o que já viu partir, quis gritar, mas
segurou a voz,
quis chorar, mas conseguiu sorrir?"



Dizer uma coisa querendo dizer outra, olhar e fingir não ver e tudo isso por causa de assuntos tão inexpressíveis.  
Deixar passar a oportunidade de ser feliz, aquela felicidade que pode não ser duradoura, mais com certeza será inesquecível e trará momentos memoráveis.
Uma coisa fica clara quando penso em tudo isso, o ser humano é MUITO tolo!


PS: eu tô aqui, e vc sabe...

24 de nov. de 2010



É isso! nada mais nem menos que isso.



Dizer que gosto do teu gosto é pouco... Dizer que gostaria de me demorar mais sobre teu peito poderia soar como uma receita pronta e barata de uma falsa conquistadora... Então eu calei e esperei que esse meu silêncio fosse capaz de dizer bem mais da minha verdade, das coisas que não preciso elaborar para dizer, porque estão prontas e se manifestam no entrelaçamento de nós dois.


Não, eu não te peço que me decifres. Quero que me sintas. E que as sensações captadas por tua alma deixem teu dia mais feliz,  te roubem um sorriso à toa em qualquer momento da tua rotina. Também não tenho a pretensão de ser perpétua na vida de ninguém, porque até mesmo o amor perpétuo tem um quê de prisão. Quero amar a liberdade de te querer e não ser dona de verdades absolutas em relação a nós dois.

Nós precisamos de razão para nos amar? 

Não quero falar de medos, nem gosto de pensar neles... Tenho tentado esquecer das coisas ruins. Estou mais paciente ultimamente, de tal maneira que dificilmente qualquer ganho ou perda será capaz de causar grandes mudanças no meu coração.

Já amamos demais... Já sofremos demais... sei que nossas cicatrizes não podem nem devem servir de desculpas para a entrega de uma tentativa de felicidade. Repito, uma tentativa. 

É, talvez eu tenha muito a dizer ou talvez precise escutar muito mais... Tens o gosto do incrível e da surpresa em tua essência. Isso me deixa desarmada e ao mesmo tempo livre para passear por esse desconhecido caminho de alegrias.
Me diz, preciso esperar mais de nós? Eu espero. Mas tenho deixado que essa esperança ganhe a vitalidade da renovação das manhãs ou se espalhe pelo mundo dizendo que em algum momento dois olhares foram capazes de se embriagar de um desejo sublime e feliz.


Agora, o que me importa verdadeiramente é a saudade que nesse exato instante eu sinto dos nossos beijos e como me sinto bestificadamente feliz simplesmente porque sei que tu vives.


PS: As borboletas estão voando...  ^ ^

16 de nov. de 2010

Infância minha

Quando calaram-se as últimas fadas, ela se sentiu só, a criança. As amigas falavam de moda e exibiam os sapatinhos cor de rosa, com saltos. Punham maquiagem nos olhos e ensaiavam o mais novo rebolado. Ela não sabia de nada. Gostava de andar descalça e de rebolar com bambolê.

Por muito tempo, conviveu bem com o isolamento que lhe impunham as coleguinhas de sala. Tinha as fadas, sua companhia. Mas o tempo se encarregou de apagar estes rastros e fazer a solidão pesar, como cruz.

As meninas apontavam-lhe com o dedo e riam. Diziam-lhe louca, aluada, boba, abestalhada e outros adjetivos mais impróprios. Ela não dizia nada. Mas, agora, já não se sentia tão bem.

Chorava por ter que ir à escola, que lhe parecia uma tortura sem fim. Afundava-se nos livros para não ter que olhar as crianças a sua volta. Queria ficar em casa, com a mãe e a irmãzinha. Brincar de boneca, pega-pega, esconde-esconde. Ouvir histórias bonitas e dormir com cantigas de ninar. Mas as amigas da escola lhe roubavam a infância, a cada dia.

Quando cansou de ser sozinha, passou a imitá-las. Decorou os passos da dança e aprendeu a rebolar sem bambolê. Exigiu da mãe sapato alto, com fivela rosa. Aprendeu também a xingar, falar desaforos e olhar de banda para os que não se enquadravam.

Foi aí que as fadas, que estavam caladas, mas vivas, começaram a morrer.
Hoje, ela tem 23 anos e a alma seca, como imenso deserto.


14 de nov. de 2010

Russ Mills





Esse é o nome da artista criadora destas belíssimas obras. Me identifiquei demais com ela.
Engraçado como as coisas que mais nos surpreendem, nos tocam ou emocionam, são aquelas que aparecem como vindas do nada, trazidas ate nos como se fosse por mágica. O universo conspirou para que isso acontecesse.

Apreciem com calma e mente aberta o trabalho dela. Quem sabe seus dedinhos, assim como os meus, descambem a querer "desenhar" igual, então vocês lembraram do Pequeno Príncipe:
" uma cobra que comeu um elefante"