Isso parece absurdo não? Coisa de filme de ficção cientifica, mas... PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER... Acredite, não é.
Criar organismos biológicos funcionais e artificiais parece representar um tremendo salto acima de qualquer uma das conquistas da humanidade ate hoje. Os cientistas dizem que o desenvolvimento de realidade úmida, como muitas vezes é chamada, irá afetar radicalmente nossas opiniões em relação à vida biológica e ao nosso lugar no universo. Isso é obvio.
Mais o que caracteriza a vida artificial? Primeiro saibam que nem os cientistas sabem definir ao certo o que seja a vida, são os biólogos que tem algumas idéias básicas do que seja. Primeiro, a vida artificial precisa ter um DNA ou código genético. Ela também deve ser capaz de se reproduzir e transmitir seu código genético. E o que é DNA e código genético? Bem de modo rápido e de posse de meu pequeno conhecimento sobre o assunto, digo que é mais ou menos assim: DNA é uma sequencia, mais parece uma trança de cabelos, onde estão todas as informações sobre nós, essas informações são o código genético ou genes. Para quem quiser saber mais sobre o assunto procure no Wikipédia. Alem disso a forma de vida precisa ter a habilidade de se restaurar para se adaptar e evoluir.
Não estou falando de criar um clone ou um robô, mais sim de criar um ser, que não sei se poderia chamar de humano, totalmente igual a um ser humano, em laboratório, com código genético vindo não de um pai e de uma mãe, mais sim, criado por cientistas.
A questão da manipulação dos genes sempre me pareceu boa, levando em consideração o numero de pessoas que poderiam ser beneficiadas com órgãos para transplantes por exemplo. Mais quando me deparei com a noticia da Veja de em apenas 10 anos já sermos capazes de criar um ser em um laboratório, fiquei chocada.
Não que seja totalmente contra essa questão, como já deixei claro, muitas pessoas poderiam ser beneficiadas com isso. O que na verdade me surpreende é a velocidade dos acontecimentos, dez anos me parece ser muito pouco tempo, ou pelo menos costumava ser. Mas me dei conta de que parece que o tempo anda com mais velocidade ultimamente.
Trecho da reportagem da Veja: Pesquisadores apostam que um ser vivo sintético poderia ser útil na produção de diversos componentes, desde novos medicamentos até biocombustíveis. Reparem como o objetivo é nobre, criar escravos. Tudo bem posso estar sendo contraditória, ao mesmo tempo em que digo que não sei se poderia chamar tal ser de humano, me preocupo com seu suposto-provável-futuro tratamento. Não sei exatamente por que , mais a idéia de seres criados em laboratórios para fins médicos, para serem cobaias ou para serem escravos, por que podem dizer o que for mais para mim é isso que parece, me traz uma sensação de começo de apocalipse.
Como disse antes essa reportagem me deixou pasma e ainda não avaliei bem o assunto da forma como ele merece, então pode ser ate que mude de idéia e passe a achar o Maximo ter um vizinho que não é humano ou quem sabe chagar o dia me que eu vá a uma clinica medica e peça para ser criada uma criança nos moldes que eu quero e esse passe a ser meu filho, poderia ate escolher quem sabe, se ele teria meu código genético ou não, vai que eu tenha tendência a engordar e gostaria que meu filho não tivesse.
Reparem nesse outro trecho da reportagem: “E apesar de críticos temerem o futuro desenvolvimento de máquinas "quase humanas", esses organismos artificiais seriam ainda muito primitivos para representarem qualquer ameaça à sociedade.” A questão é o AINDA, deixando claro que poderão sim, virem a ser de uma forma ou de outra uma ameaça.
A questão filosófica também me prende. Afinal o que é ser humano?
Ter a capacidade de pensar, de raciocinar?
Criar obras de Arte? Filosofar?
Bem, parece-me que a humanidade terá ainda muito o que discutir nos próximos séculos, por que afinal, de todos os caminhos para ser escolhido o SER HUMANO sempre escolhe o mais difícil. Pois no mundo dos vivos, a hora não pára e o tempo não volta.

0 cabeças pensantes:
Postar um comentário
O que você acha?