31 de mai. de 2011

Anywhere

Anywhere




Quantas vezes eu apaguei esse texto... por puro medo de me "expor" de olha-lo daqui a alguns dias e ter vergonha dele. E por que ? por que eu temo a exposição que traz quando a gente se mostra indefesa, triste, incapaz.

Resolvi encarar esse medo (apenas um deles) e escrever sobre minhas aflições , ao menos a de agora, a desse momento que , machuca com tanta crueldade meu coração.

Existe alguém que tem o poder de me arrancar de mim, de esparramar pelo chão o melhor que eu tenho, aquilo que mais me agrada, passa a ser o meu pior defeito e meu peito fica apertado do tamanho de uma ervilha. E só eu sei.

Mais nem sei se posso culpa-la, acho que minha mente não é sã. Acho que essa tristeza não é normal. Acho que   deveria parar de escrever isso, e ir embora...

Mas, por que ela faz isso comigo, por que gosta tanto de me machucar? por que não pode perceber que o modo como fala comigo não é de quem gosta, por que ela não para pra me ouvir, por que não pergunta como estou?

E todo mundo me diz que devo compreender, e todo mundo me diz que ela tem razão e motivos de ser assim, Deuses! me tira esse sentimento egoísta de perguntar onde fica meu sentimento nessa história.

Não aguento, não aguento mais.

Uma vez você se irritou, por que alguém de fora disse o quanto você me faz mal sem perceber, eu juro, eu sofri por você, sofri por ver o sentimento de culpa em seus olhos, e decide jamais confessar que é verdade, e por isso eu não escrevo seu nome.

Melhor mesmo escrever poesia...

Deixou-se ficar. 
Parada em frente ao espelho quebrado. 
As faces dispersas de si. 

Moveu os lábios de uma boca sem corpo. 
Piscou os olhos ausentes do rosto, alheios um do outro. 
Fincou-os, ambos, na fenda que se abriu no centro, dividindo o nariz em duas metades.
E deixou cair uma lágrima. 

Ela correu pelo olho esquerdo, margeando a fenda. 
De repente, o buraco. 
A pequena gota abismou-se no espaço e ela moveu as mãos ao espelho, tentando livrar a lágrima da queda no infinito.

Livrou. 
Viu que a pequena gota continuou sua descida pelo fragmento inferior do espelho.
Mas nas mãos,
restou uma lágrima de sangue que o espelho não refletiu.

Por que essa dor lhe pertencia e a ninguém mais.

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